Nas últimas semanas, a dinâmica habitual de atualização deste espaço foi temporariamente alterada em razão da intensa mobilização da escola para a realização do Salão de Iniciação Científica – SIC.
Durante esse período, parte significativa de nossas aulas, encontros e tempos pedagógicos esteve dedicada à orientação dos estudantes, à organização e ao desenvolvimento das pesquisas, à preparação dos trabalhos e às diferentes atividades relacionadas ao evento. Foi um período particularmente intenso, no qual a rotina escolar precisou ser reorganizada para que os projetos pudessem chegar ao SIC.
Em razão dessa concentração de atividades, muitas das práticas desenvolvidas nas disciplinas de Geografia e Iniciação Científica não chegaram a ser publicadas, como habitualmente fazemos, neste nosso Registro da Prática.
Isso, entretanto, não significa que elas tenham deixado de acontecer. Ao contrário: foram semanas de muito trabalho, pesquisa, orientação, produção e aprendizagem — justamente o tipo de movimento que este espaço procura documentar.
O que estudamos nesse período?
Nas aulas de Geografia dos 6º anos, demos continuidade aos estudos relacionados à estrutura e à dinâmica do planeta Terra, avançando para o estudo dos minerais e das rochas.
Em aulas expositivas dialogadas, começamos procurando compreender o próprio conceito de mineral e sua relação com os elementos químicos. Para auxiliar nessa compreensão, foi apresentada aos estudantes a Tabela Periódica dos Elementos, mostrando que os minerais possuem determinada composição química e que, por sua vez, as rochas são formadas por um ou mais minerais.
Discutimos também algumas particularidades da definição de mineral. Em condições normais de temperatura e pressão, os minerais apresentam-se predominantemente no estado sólido e possuem uma estrutura interna característica. Foram abordados casos particulares, como o gelo formado naturalmente, que pode ser considerado mineral, e o mercúrio nativo, que constitui uma exceção importante por poder ocorrer no estado líquido em condições ambientais.
A partir daí, passamos ao estudo dos três grandes grupos de rochas.
Inicialmente, estudamos as rochas magmáticas ou ígneas, formadas pelo resfriamento e solidificação do magma ou da lava. Diferenciamos as rochas intrusivas ou plutônicas — relacionando inclusive a palavra “plutônica” a Plutão e ao mundo subterrâneo — das rochas extrusivas ou vulcânicas.
Como exemplos, trabalhamos com o granito, uma rocha magmática intrusiva, e o basalto, uma rocha magmática extrusiva.
Mais do que apenas observar imagens, os estudantes tiveram contato direto com amostras dessas duas rochas e utilizaram uma lupa de geólogo para observar suas características.
Essa experiência permitiu relacionar aquilo que era visto nas amostras com seus diferentes processos de formação. Nas rochas intrusivas, o magma resfria lentamente no interior da crosta terrestre, permitindo o desenvolvimento de cristais maiores e mais facilmente perceptíveis. Nas extrusivas, o resfriamento ocorre de maneira muito mais rápida na superfície ou próximo dela, resultando geralmente em cristais muito pequenos e menos visíveis a olho nu.
Na sequência, estudamos as rochas sedimentares. Para compreendê-las, foi necessário abordar o intemperismo, responsável pela fragmentação e alteração das rochas anteriormente existentes, bem como os processos de erosão, transporte, deposição, compactação e cimentação dos sedimentos.
Observamos também que sucessivos episódios de deposição podem originar camadas ou estratos, introduzindo aos estudantes a ideia de estratigrafia e mostrando como essas camadas podem conservar informações sobre diferentes momentos da história geológica de uma determinada área.
O arenito foi utilizado como um dos principais exemplos desse grupo de rochas.
Por fim, abordamos as rochas metamórficas, compreendendo que elas se originam da transformação de rochas anteriormente existentes submetidas, no interior da crosta, a condições elevadas de temperatura e pressão, sem que necessariamente ocorra sua fusão completa.
Nesse momento, retomamos também o Ciclo das Rochas, percebendo que magmáticas, sedimentares e metamórficas não constituem categorias isoladas, mas partes de uma dinâmica contínua de transformação dos materiais que constituem a crosta terrestre.
Como exemplos concretos, utilizamos o gnaisse, inclusive relacionando-o ao relevo do Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, e a pedra-sabão, rocha metamórfica empregada no revestimento externo em mosaico da estátua do Cristo Redentor.
A aula permitiu ainda uma incursão pela petrificação e fossilização de antigos vegetais, inclusive pelas conhecidas “árvores petrificadas”, diferenciando esses processos daqueles responsáveis pela formação de uma rocha metamórfica.
Assim, ao longo dessas aulas, procuramos fazer com que conceitos aparentemente abstratos — magma, mineral, cristalização, intemperismo, sedimentação, metamorfismo e tempo geológico — pudessem ser relacionados a materiais concretos, paisagens conhecidas e processos que continuam ocorrendo em nosso planeta.
Encerrado o período de excepcional mobilização em torno do SIC, retomamos, a partir de agora, a atualização regular deste diário, acompanhando novamente o desenvolvimento das aulas, dos conteúdos, das atividades, das pesquisas e das experiências construídas pelos estudantes.
Alguns registros do período anterior poderão ainda aparecer por aqui, recuperando práticas que merecem permanecer documentadas.
Seguimos, portanto. O Registro da Prática continua.
7º ANO — Retomando nossos Registros da Prática
Nas últimas semanas, a dinâmica habitual de atualização deste espaço foi temporariamente alterada em razão da intensa mobilização da escola para a realização do Salão de Iniciação Científica – SIC.
Durante esse período, parte significativa de nossas aulas, encontros e tempos pedagógicos esteve dedicada à orientação dos estudantes, à organização e ao desenvolvimento das pesquisas, à preparação dos trabalhos e às diferentes atividades relacionadas ao evento. Foi um período particularmente intenso, no qual a rotina escolar precisou ser reorganizada para que os projetos pudessem chegar ao SIC.
Em razão dessa concentração de atividades, muitas das práticas desenvolvidas nas disciplinas de Geografia e Iniciação Científica não chegaram a ser publicadas, como habitualmente fazemos, neste nosso Registro da Prática.
Isso, entretanto, não significa que elas tenham deixado de acontecer. Ao contrário: foram semanas de muito trabalho, pesquisa, orientação, produção e aprendizagem — justamente o tipo de movimento que este espaço procura documentar.
O que estudamos nesse período?
Nas aulas de Geografia dos 7º anos, nosso principal objeto de estudo foi a dinâmica demográfica da população, especialmente por meio da leitura e interpretação das pirâmides etárias.
Começamos compreendendo a organização desse importante gráfico demográfico. Os estudantes aprenderam a identificar sua base, seu corpo e seu topo, relacionando essas diferentes partes, respectivamente, à predominância das populações jovem, adulta e idosa.
A leitura das pirâmides permitiu avançar para conceitos fundamentais da Demografia, como natalidade, fecundidade e mortalidade, procurando compreender aquilo que cada indicador representa e como sua alteração produz transformações na estrutura etária de uma população.
Também discutimos a expectativa de vida e as razões pelas quais ela apresenta grandes diferenças entre países e períodos históricos, relacionando-a às condições de vida, alimentação, saneamento, medicina, vacinação, habitação e acesso aos serviços de saúde.
Outro conceito trabalhado foi o de crescimento vegetativo ou natural, entendido a partir da relação entre o número de nascimentos e o número de mortes de determinada população.
A partir desses elementos, pudemos compreender um fenômeno cada vez mais importante para o Brasil e para diversos países do mundo: o envelhecimento populacional.
Para explicar como as populações passam de estruturas predominantemente jovens para estruturas progressivamente mais envelhecidas, estudamos as diferentes fases da Transição Demográfica, observando a passagem histórica de sociedades marcadas por altas taxas de natalidade e mortalidade para outras caracterizadas por taxas progressivamente mais baixas.
As pirâmides etárias, portanto, deixaram de ser vistas apenas como gráficos. Passaram a funcionar como verdadeiros “retratos” de uma população em determinado momento histórico.
Por meio delas, discutimos também as relações existentes entre estrutura etária e desenvolvimento socioeconômico.
Uma população com grande número de crianças e adolescentes, por exemplo, necessita de investimentos importantes em creches, escolas e políticas voltadas à infância e à juventude. Uma população com grande quantidade de adultos coloca em evidência questões relacionadas ao mercado de trabalho, geração de emprego e renda. Já uma sociedade que envelhece precisa pensar cada vez mais em saúde, acessibilidade, cuidado com a população idosa e sustentabilidade dos sistemas previdenciários.
Dessa maneira, procuramos perceber que estudar população em Geografia não significa simplesmente memorizar números: significa compreender de que maneira as transformações demográficas interferem diretamente na organização da sociedade, na economia, nas políticas públicas e em nossa própria vida cotidiana.
Esses conhecimentos também constituíram a base das atividades e avaliações realizadas pelas turmas ao longo do período.
Encerrado o período de excepcional mobilização em torno do SIC, retomamos, a partir de agora, a atualização regular deste diário, acompanhando novamente o desenvolvimento das aulas, dos conteúdos, das atividades, das pesquisas e das experiências construídas pelos estudantes.
Alguns registros do período anterior poderão ainda aparecer por aqui, recuperando práticas que merecem permanecer documentadas.
Seguimos, portanto. O Registro da Prática continua.